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Você conhece alguém que sempre interrompe? Veja o que a psicologia diz sobre isso

Você conhece aquela pessoa que sempre que vocês estão conversando, ela te interrompe? Muitos pensam que é um gesto de impaciência ou falta de educação, porém, a psicologia mostra que esse comportamento pode ter causas mais profundas.

Além de atrapalhar a comunicação e gerar desconforto, as interrupções constantes comprometem a qualidade das relações interpessoais.

Portanto, neste artigo, iremos explorar o que os especialistas têm a dizer sobre quem tem o hábito de interromper conversa.

O impacto de interromper o outro

Se você já se sentiu frustrado por não conseguir terminar uma frase sem ser cortado, saiba que essa sensação é comum. Interrupções frequentes minam a sensação de ser ouvido e compreendido.

De acordo com a professora Maria Venetis, da Universidade Rutgers, esse tipo de atitude pode ser interpretada como desrespeitosa, condescendente e até invalidante.

Mais do que um incômodo social, esse comportamento afeta diretamente a qualidade da comunicação. Uma pesquisa citada pela autora Susan RoAne, por exemplo, revelou que ser interrompido é um dos principais motivos pelos quais uma conversa acaba mais rápido do que o esperado.

Causas psicológicas por trás das interrupções constantes

1. Necessidade de controle e impaciência

Algumas pessoas interrompem porque sentem necessidade de direcionar a conversa ou têm pressa para chegar ao ponto. Elas podem considerar o ritmo do outro lento demais ou fora de foco, e assumem a fala como forma de retomar o controle.

2. Padrões familiares aprendidos

Em muitos lares, a comunicação é marcada por sobreposições e interrupções. Quando esse padrão é aprendido desde cedo, ele pode se tornar um hábito automático na vida adulta — sem que a pessoa perceba o impacto negativo de suas ações.

3. TDAH e dificuldades de autorregulação

Pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) frequentemente têm dificuldade em controlar impulsos e manter o foco.

Dessa maneira, pode levá-las a interromper por medo de esquecer o que queriam dizer, conforme explica a psicóloga Sharon Saline.

O neuropsicólogo Russell Barkley complementa que déficits na função executiva do cérebro influenciam diretamente essa dificuldade em inibir comportamentos impulsivos.

4. Falta de escuta ativa

Escutar de verdade requer atenção e empatia. Carl Rogers, referência na psicologia humanista, dizia que ouvir ativamente significa suspender julgamentos e mergulhar na perspectiva do outro.

No entanto, quem não desenvolve essa habilidade tende a ficar mais preocupado em responder do que em ouvir — e, com isso, acaba interrompendo.

5. Entusiasmo fora de controle

A empolgação também pode ser um fator. Pessoas muito entusiasmadas com o tema da conversa podem interromper não por desinteresse, mas porque mal conseguem conter a vontade de contribuir.

A psicóloga Barbara Fredrickson aponta que emoções positivas podem levar a comportamentos impulsivos, como falar antes da hora.

6. Diferenças de gênero

Estudos também mostram que interrupções têm um viés de gênero. Um levantamento da Universidade George Washington identificou que homens interrompem mulheres com 33% mais frequência do que outros homens.

A pesquisadora Joanna Wolfe ressalta que essas interrupções tendem a ser mais intrusivas e desestabilizadoras, contribuindo para silenciar mulheres em diversos contextos.

Como lidar com quem interrompe demais?

  • Estabeleça limites com gentileza. Dizer algo como “Deixa só eu terminar esse raciocínio rapidinho” pode ajudar a retomar a fala sem criar conflito.
  • Use a escuta ativa para dar o exemplo. Mostrar como é ouvir com atenção pode estimular mudanças sutis no comportamento do outro.
  • Se necessário, converse sobre o hábito. Às vezes, a pessoa nem percebe que está interrompendo constantemente — uma conversa honesta pode trazer clareza.

Interromper uma conversa pode parecer algo banal, mas carrega um peso emocional e social significativo. No entanto, entender as motivações por trás desse comportamento nos ajuda a lidar melhor com essas situações e promover uma comunicação mais respeitosa e empática.

Imagem de Capa: Canva

Sábias Palavras

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